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Licantropia e Zoantropia – o espírito em sofrimento

Em muitas sessões espíritas, os médiuns de vidência relatam a presença de espíritos em condições assustadoras, dignas de um filme de terror. Uns vêm trajados de negro, cabeça coberta por um capuz, outros se apresentam com os cabelos desgrenhados, sujos, e outros ainda nem parecem que um dia estiveram encarnados como seres humanos, tal é a sua deplorável imagem. Apresentam-se na forma de animais e se comportam agressivamente. A esse fenômeno dá-se o nome de licantropia e zoantropia. A presença dessas entidades é pouco estudada e citada na casuística espírita.

Para melhor entendimento do assunto, é mister que façamos a definição do que vem a ser isso:

Zoantropia do latim “zoo”=animal e “anthropos”=homen, é o fenômeno  em que espíritos desencarnados devotados ao mal se tornam visíveis aos homens em formas de animais, demonstrando assim a sua degradação tanto moral como espiritual. Podem apresentar-se como uma cobra, ou um lagarto, porém, sempre com aspectos de um ser humano em seus rostos, e o seu comportamento denota sempre irritação, ódio. Têm, ainda, enorme dificuldade com a fala, expressando-se sempre de uma forma gutural e monossilábica na maioria das vezes.

Por sua vez, a licantropia não deixa de ser zoantropia, porém, mais particularizada pois refere-se especificamente aos espíritos que se apresentam como um lobo.

Na psiquiatria a licantropia é tratada como uma síndrome na qual a pessoa acredita ser possível transformar-se em um lobo ou que já tenha se transformado em um.

Não se pode falar em lobos sem mencionar a figura do lobisomem, o lendário ser originário da mitologia grega, várias vezes retratado no cinema. Diz a crendice que um homem pode se transformar em um lobo às 21 horas todas as sextas-feiras de lua cheia, só voltando ao seu normal ao amanhecer. Segundo as lendas mais modernas, para matar um lobisomem é preciso acertá-lo com artefatos cortantes feitos de prata.

O insigne escritor e pesquisador espírita Hermínio C. Miranda (1920-2013) em seu excelente livro Diálogo com as Sombras – obra de leitura muito importante para, principalmente, os médiuns que trabalham nos chamados trabalhos de desobsessão –, esclarece o porquê do fenômeno:

“Seria quase inadmissível a deformação espiritual num ser de elevada condição moral, mas é muito comum naqueles que se acham ainda tateando nas sombras de suas paixões [principalmente o ódio]. O períspirito é o veículo de nossas emoções, ele é denso enquanto caminhamos pelos escuros caminhos de muitos enganos, e vai se tornando diáfano, transparente, límpido, delicado à medida que vamos evoluindo.”

No mesmo livro, o autor relata o caso de um espírito que se apresentara em uma sessão como um fauno (criatura da mitologia grega, meio humano, meio bode) e tentava agredir o médium que com ele dialogava. A conversa arrastou-se por uma hora. Tendo sido então conscientizado de seu estado, e somente após uma ação magnética empregada a ele pelos trabalhadores, a entidade pôde voltar ao seu aspecto normal.

Ainda no livro Diálogo com as Sombras prossegue o autor: “chegado o momento de seu resgate, não há força que se consiga antepor à vontade soberana de Deus. Geralmente são espíritos inteligentes que se transviaram enormemente e destilam a sua raiva naqueles que os trazem para o esclarecimento, porque não querem perder o prestígio sobre os seus comandados. No caso de influência sobre os encarnados, quando esses estão sob a mais grave forma de obsessão, a subjugação, a vítima passa a agir como animal.

André Luís em seu livro Nos Domínios da Mediunidade narra o caso de uma senhora que vitimada pelo obsessor sedento de vingança, por ter sido por ela induzido ao mal quando encarnado, hipnotizava a vítima fazendo com que ela caísse e rolasse pelo chão, como uma fera, quase uivando. Muitos passes e palavras de conforto foram necessários para que a vítima se recuperasse.

No mesmo livro, André Luís explica: “é preciso que exista uma sintonia e afinidades para que haja a aceitação e adesão ao desejo do espírito, isso porque no passado a vítima contraiu débitos com outros espíritos inferiorizados com os quais se afinizava”.

A zoantropia pode ser:

– agressiva, pois se expressa através da violência e pode levar ao crime.

– deformante, caso extremo em que a pessoa imita costumes, posições e atitudes de vários animais.

Os casos de zoantropia e licantropia eram mais raros, se comparados com o enorme contingente de espíritos em aflição. Mas atualmente observa-se a presença de entidades nessa condição com mais regularidade nos trabalhos de desobsessão, chamados em nossa casa como “Trabalho de Caridade”.

Dada a sua dolorosa condição, muitos desses irmãos sofredores estão sendo levados para planetas inferiores, pois por enquanto não têm mais condição de reencarnar na Terra nas suas próximas experiências na carne. O estágio em planetas inferiores dará a eles a oportunidade de redimir-se usando a sua inteligência em prol do desenvolvimento das humanidades ali existentes, permitindo que no futuro retornem ao nosso planeta.

Por Gilson Pereira


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