Autismo na Visão Espírita

Na década de 40, dois médicos, o psiquiatra americano Leo Kanner e o pediatra austríaco Hans Asperger, descobriram o distúrbio de desenvolvimento que afeta milhares de crianças em todo o mundo. Foi uma descoberta isolada – nenhum dos dois sabia o que o outro pesquisava –, e ambos deram o mesmo nome à síndrome: Autismo.

Foi considerada uma “coincidência inacreditável”, mas fica claro que houve uma intervenção do plano espiritual ao nos convidar para dar mais atenção a essas crianças e ampará-las no seu sofrimento.

 

O que é o autismo?

A palavra autismo vem do grego autos, que significa “de si mesmo”. O nome é perfeito. O traço mais flagrante da doença é o isolamento do mundo exterior, com a consequente perda de interação social. Em vez de dedicar-se à exploração do mundo exterior, como acontece normalmente, a criança autista permanece dentro das fronteiras de seu próprio universo pessoal.

Segundo a OMS, 70 milhões de pessoas em todo o mundo são autistas, com maior incidência no sexo masculino.

Autismo ou o Transtornos do Espectro Autista (TEA) é um transtorno invasivo do desenvolvimento, definido pela presença de desenvolvimento anormal que se manifesta antes da idade de três anos, quando os neurônios que coordenam a comunicação e os relacionamentos sociais deixam de formar conexões necessárias, ocasionando o funcionamento anormal em três áreas: interação social, comunicação e comportamento restrito e repetitivo.

O comprometimento da interação social é observado na falta de empatia, na falta de resposta às emoções de outras pessoas e no retraimento social.
Já o comprometimento da comunicação é percebido na falta de uso social da linguagem, na falta de linguagem não-verbal, na pobreza de expressão verbal e no comprometimento em jogos de imitação.

Podem também existir sintomas inespecíficos como fobias, autoagressão, ataques de birra e distúrbios alimentares.

Há deficiência mental em cerca de ¾ dos casos. Embora às vezes há capacidade prodigiosa para funções como memorização, cálculo e música.

 

Autismo segundo o espiritismo

A maioria dos casos de autismo tem causa desconhecida. Apesar dos avanços científicos, o autismo permanece um mistério, um desafio, um enigma que só se revelará mais claramente ao nosso entendimento a partir da introdução da realidade espiritual.

Algumas hipóteses são:

  • O reencarnante com profundas lesões perispirituais produz alterações neurológicas e a consequente formação do autismo.
  • O reencarnante rejeita a reencarnação, levando à formação do autismo.

As razões que levam o espírito a encarnar na condição de autista são muitas. Deus está no comando e é Ele quem tem a justiça perfeita e que visa unicamente o progresso da criatura humana. O autismo há em variados graus e inclusive não catalogados por nossa ciência. Um filho não é igual ao outro, mesmo quando são gêmeos.

Palavras de Divaldo Franco

Segue a seguinte observação do médium baiano Divaldo Franco sobre o autismo:

Precisamos considerar que somos herdeiros dos próprios atos. Em cada encarnação adicionamos conquistas ou prejuízos a nossa contabilidade evolutiva e, em determinados momentos, ao contrairmos débitos mais sérios, reencarnamos para ressarci-los sob a injunção dolorosa de fenômenos expiatórios.

Dentre eles, um dos mais cruéis é o autismo. Os pais devem esperar a criança dormir e conversar com ela. Pois a conversa é captada pelo inconsciente (o espírito). Fale devagar, pausadamente: estamos contentes por você estar entre nós. Você tem muito que fazer na Terra. Você vai ser feliz nesta vida. Nós te amamos muito.

 

Qual a finalidade da reencarnação? Uma explicação para o autismo

Em O Livro dos Espíritos, na pergunta 132: “Qual a finalidade da encarnação dos Espíritos?”, eis a resposta dada a Allan Kardec:

Deus a impõe com o fim de levá-los à perfeição: para uns, é uma expiação; para outros uma missão.

No livro Loucura e Obsessão, psicografado por Divaldo Franco, há: “muitos espíritos buscam na alienação mental, através do autismo, fugir do resgate de suas faltas passadas, das lembranças que os atormentam e das vítimas que angariaram nesse mesmo pretérito”.


Qual a função dos pais com filho autista?

É ajudar a construir uma ponte que leva o despertar deste ente querido para este nosso mundo. Esta ponte deve ser feita com muito amor, muita paciência e nunca desistir diante dos fracassos temporários. Precisa ser mostrado que esta criança é bem-vinda e será muito amada, que todos vão lhe ajudar no que for preciso para o seu sucesso e evolução.

Crianças com autismo apresentam dificuldade importante em interagir e por isso os pais devem estimulá-las constantemente a evoluir nesse sentido. Brincadeiras e atividades interativas podem ajudar o paciente nesse sentido, desde que sejam saudáveis e estabeleçam uma conexão entre pais e seus filhos autistas. Para a psiquiatra Ana Cláudia Ducati, brincadeiras e atividades que as crianças realmente gostem podem proporcionar uma maior interação e ajudá-las.

 Por Aparecida Fonseca

*Partes desta matéria foram inspiradas em texto da Associação Médico Espírita de Minas Gerais; as palavras de Divaldo são da Associação Espírita Mensageiros de Luz; em sua parte final (função dos pais) são pesquisas de Rubens Santini.

 


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