O Carnaval e o espiritismo

O Carnaval virou sinônimo de festa e de diversão em nosso país. Todos os anos milhares de foliões aguardam ansiosos a chegada desse período.

Em outros países a data também apresenta diversas festividades e atrai diversos turistas para os desfiles de máscaras e os blocos de rua.

Porém, o que muitos desconhecem é a repercussão espiritual desse acontecimento.

 

Origem do Carnaval

Estima-se que a festividade ocorre há mais de 3 mil anos. De acordo com alguns historiadores, sua origem foi na Grécia antiga, como celebração do final do inverno e início do plantio (no hemisfério Norte); outros estimam que foi em Roma. Mesmo os egípcios tinham o seu Carnaval representado nas festas de Isis. O consenso é que desde o início o evento é marcado pelo uso de máscaras e disfarces pelos foliões, danças, músicas e licenciosidade.

Com o advento do cristianismo, a data recebeu o significado de pré-quaresma, quando cessa a diversão e o exagero de alimentos e bebidas para uma reflexão até a Páscoa.

O Carnaval foi trazido ao Brasil pelos portugueses à época do império. A brincadeira consistia em atirar água, farinha, ovos e tinta nas pessoas.

 

O Carnaval segundo o espiritismo

Espiritualmente é um período bastante conturbado, já que o exagero de bebidas, drogas, desregramentos sexuais e falta de limites em geral leva à queda na vibração do planeta, em especial no Brasil onde as festividades são muito presentes e com milhares de participantes.

Dessa forma, irmãos desencarnados ainda muito ligados às paixões mundanas se aproximam ainda mais para instigar os excessos e para prover as energias de diversão que emanam dos encarnados envolvidos nesses atos, por meio da vampirização*.

 

*Vampirização ocorre quando uma entidade desencarnada ligada à matéria busca nos encarnados que lhe são afins a sensação de que necessita por um vício (como álcool ou drogas) ou por vingança, absorvendo suas energias.

 

É um período de energias pesadas, e não apenas durante os dias do Carnaval, mas já no período que o antecede e alguns dias depois, quando muitos estão sintonizados com os excessos. As pessoas mais sensíveis sentem um grande desconforto, como cansaço, falta de disposição, sono.

Conforme nos ensina nossos amoráveis irmãos espirituais:

“O Carnaval é uma festa que ainda guarda vestígios de barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados”, Bezerra de Menezes.

“É lamentável que a licenciosidades desses dias opera nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer”, Emmanuel.

“O espírita deve afastar-se de festas lamentáveis como aquelas que assinalam a passagem do Carnaval”, André Luís no livro Conduta Espírita.

 

Orientações

É necessário que sejam feitas muitas orações para os irmãos superiores conseguirem seguir no caminho do auxílio e para ajudar na emanação de energias positivas.

Peça proteção, procure manter sempre bons pensamentos, não entre em provocações e irritações e, preferivelmente, passe à margem da festa.

Ninguém precisa se privar da diversão, mas sempre é importante a moderação.

O espiritismo, como doutrina aberta e progressista, não usa de proibições e nem muito menos de mistificações para criar medo em seus praticantes. Todos nós temos o nosso livre arbítrio, mas é importante dele sempre fazer bom uso, com disciplina e vigilância em nossas ações.

Por Gilson e Raquel Pereira

2 comentários em “O Carnaval e o espiritismo”

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