A mediunidade

Sabemos em nosso centro da história de um político paulista que no plano espiritual, arrependido das ações realizadas quando encarnado, escolhera vir numa próxima encarnação na condição de pobre e morador de uma favela, que ainda teria de conviver com a enfermidade como forma de ressarcimento de seus erros.

Para redimir erros passados, podemos escolher o caminho do amor ou o da dor, como nosso irmão do relato acima. Alguns, conscientes que deixaram de realizar algo em prol do semelhante, podem escolher o trabalho na mediunidade como forma de evolução ao realizar as ações que deveriam ter feito, mas não fizeram.

 

O que é a mediunidade?

Segundo O Livro dos Médiuns, mediunidade é faculdade do médium, pessoa esta que pode servir de intermediária entre os espíritos e os homens.

Assim sendo, a mediunidade permite que uma inteligência desencarnada se manifeste em nosso meio, material, e também permite ao homem interagir com o plano espiritual.

Ela pode ser considerada como uma graça divina, pois é por meio dela que podemos evoluir. Ninguém precisa ter medo de praticá-la pois nessa interação com o plano espiritual o médium trabalha em prol do seu semelhante e, portanto, auxilia em seu aprimoramento.

Todas as pessoas possuem mediunidade, porém, nem todos precisam desenvolvê-la, até porque nem todos estão comprometidos em trabalhar nela. E aqueles que a desenvolvem, naturalmente ou por meio de exercícios realizados nos centros, são chamados de médiuns. Não há privilégios em ser médium e também desenvolver a mediunidade não deve ser motivo de vaidade.

 

Tipos de mediunidade

A mediunidade pode ser classificada em três grupos:

 Natureza

  • Natural: manifesta-se sem a necessidade de exercícios que a estimulam. Muitas pessoas desde a tenra infância sentem os sinais da manifestação mediúnica.
  • Prova: a faculdade é concedida e desenvolvida como forma do indivíduo progredir espiritual e moralmente, quitando alguns débitos do passado.
  • Expiação: a faculdade é imposta ao indivíduo na encarnação como forma de chamar a atenção para a necessidade do trabalho espiritual para a realização do bem ao próximo.
  • Tarefa: entidades de elevado grau de evolução que tem o dom desenvolvido para o bem da humanidade.

Médium

  • Consciente: médium que percebe e tem total ciência de seu corpo e movimentos durante o momento da passividade a algum irmão espiritual
  • Semiconsciente: médium que tem a percepção parcial do que acontece durante a passividade.
  • Inconsciente: médium que não tem lembrança durante os momentos da passividade.

Fenômeno

  • Médiuns sensitivos: pessoas suscetíveis de sentir a presença dos espíritos por uma impressão vaga, por uma espécie de leve sensação pelo corpo. Todos os médiuns são necessariamente sensitivos por ser a faculdade rudimentar indispensável ao desenvolvimento de todas as outras.
  • Efeitos físicos: os médiuns de efeitos físicos conseguem produzir fenômenos materiais, como os movimentos dos corpos inertes, ou ruídos, etc. Podem dividir-se em médiuns facultativos (os que têm consciência do seu poder) e médiuns involuntários (nenhuma consciência têm do poder que possuem).
  • Audição: médiuns que ouvem a voz dos espíritos, algumas vezes uma voz interior, que se faz ouvir no foro íntimo; outras vezes, é uma voz exterior, clara e distinta, qual a de uma pessoa viva.
  • Psicografia: tipo de mediunidade pela qual os espíritos ditam textos por meio do médium.
  • Psicofonia: nesses médiuns, o espírito atua sobre o órgão da palavra, ou seja, atua sobre a fala, comunicando-se verbalmente com o mundo material.
  • Pictografia: habilidade dos médiuns que pintam ou desenham sob a influência dos espíritos.
  • Vidência: os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os espíritos, alguns em estado normal, quando perfeitamente acordados, e outros só a possuem em estado sonambúlico, ou quando concentrados, como durante uma sessão espírita.
  • Curadores: médium que tem o poder de curar ou de aliviar o doente, pela só imposição das mãos, ou pela prece.

Explicações mais detalhadas sobre os tipos de mediunidade, assim como outras formas de manifestação espiritual, podem ser verificados no Livro dos Médiuns.

 

Desenvolvimento mediúnico

Como anteriormente mencionado, algumas pessoas precisam desenvolver a mediunidade como maneira de se redimir de erros passados. Alguns sentem internamente a necessidade e procuram uma casa na qual possam se desenvolver, outros, porém, necessitam de um chamamento, alguns sinais que recebem de que está no momento de seguir o caminho combinado no plano espiritual antes do reencarne.

Esses sinais comumente apresentam-se como: uma inquietude e insatisfação interior; ou a sensação de “presenças” invisíveis; ou a vidência de vultos; também pode ocorrer sono profundo demais, desmaios e síncopes inexplicáveis; sensações ou ideias estranhas, mudanças repentinas de humor, crises de choro; problemas gástricos; adormecimento ou formigamento nos braços e pernas; arrepios como os de frio, tremores, calor, palpitações.

Sentindo-se com alguns desses sintomas, a pessoa acaba por pedir ajuda, e muitas vezes a um médico da Terra, porém, quando percebe que não há nenhuma doença em seu corpo físico por fim procura ajuda espiritual.

Orientações para o desenvolvimento mediúnico

Desenvolver a mediunidade não é somente sentar-se à mesa e realizar uma comunicação com entidades, é apurar e disciplinar a faculdade espiritual, a fim de tê-la nas melhores condições possíveis de manifestação e de modo a aprender a empregá-la dentro das melhores técnicas e visando as finalidades mais elevadas.

Segundo nos ensina Kardec, é essencial para quem pretende desenvolver a mediunidade estudar a doutrina espírita. O médium precisa compreender o universo, a si mesmo e aos outros seres, como criaturas em estado evolutivo, ainda imperfeitas e regidas pela lei de causa e efeito.

É preciso ter técnica, aprendida com o exercício prático realizado nas casas espíritas, para que o médium saiba distinguir os tipos dos espíritos pelos seus fluídos, como concentrar ou desconcentrar, entender o desdobramento, controlar-se nas manifestações e analisar o resultado delas, sabendo verificar se ouve influência de irmãozinhos inferiores ou se a comunicação foi realizada por um espírito de luz.

Além disso, é importante ao médium ter disciplina, força de vontade e pensamento elevado. Nunca se orgulhar ou envaidecer de suas faculdades, num trabalho espírita, todos têm igual importância.

Antes de dirigir-se ao trabalho mediúnico, é importante ao médium preparar-se, fazendo uma oração e pedindo proteção e inspiração. Assim, é fortalecido por irmãos espirituais encarregados de ajudá-lo para que problemas e cansaço do dia a dia não interfiram no decorrer da sessão.

Por Gilson Pereira

 


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